Tornar-se árbitro de padel: o guia definitivo
Como em todos os desportos, os jogos devem ser arbitrados de forma imparcial. No entanto, no padel, as regras são ligeiramente diferentes. Em primeiro lugar, é preciso definir o árbitro. No padel, o árbitro de cadeira tem um papel menos importante do que no ténis, uma vez que a maior parte das bolas fora são bastante evidentes (rede ou vidro). Contudo, é indispensável haver um para os serviços bem como para as bolas que caem entre o chão e o vidro. Nos profissionais, a arbitragem de vídeo também é possível para rever os lances em câmara lenta, de forma a que o árbitro tome a sua decisão definitiva. Nos torneios amadores em França (não profissionais, do P25 ao P2000), frequentemente não há árbitros de cadeira e os jogos são autoarbitrados. No entanto, um juiz-árbitro credenciado tem obrigatoriamente de estar presente no local para que o torneio seja homologado.
Os juízes-árbitros trabalham de mãos dadas com os árbitros quando estes existem. São eles que tratam dos quadros, dos sorteios, dos cabeças de series e que frequentemente tratam da organização do torneio. Para o padel em cadeira de rodas, não há diferença: está presente um árbitro de cadeira que atua da mesma forma que com atletas sem deficiência, obviamente com algumas regras que mudam.
As qualidades necessárias para se tornar árbitro de padel
Competências técnicas
Os juízes-árbitros de padel (também chamados JAP) devem obter um diploma especial de padel desde 2020. Com efeito, antes disso, os JAT (juízes-árbitros de ténis) podiam exercer no padel. Mas a vontade da Federação Francesa de Ténis (FFT) é de separar as 2 modalidades tendo em vista a criação da Federação Francesa de Padel. Esta formação especial está acessível online a todos os maiores de idade e dura entre 7 e 15 horas, consoante as suas competências de partida.
Para a formação de árbitro de padel (AP), é necessário ter pelo menos 13 anos e passar num exame interno da liga para poder exercer no seio dessa mesma liga.
Seja para os juízes-árbitros como para os árbitros, um conhecimento perfeito das regras do padel bem como do léxico do padel deve ser adquirido pelos candidatos para cometer o menor número de erros possível.
Competências interpessoais
Além de contar os pontos no padel e ajuizar as bolas, os árbitros devem também resolver os litígios entre os jogadores, se existirem, e solucionar todos os problemas de comportamento no campo. Pode até ser necessário lidar com pessoas agressivas. Em qualquer dos casos, deve respeitar o regulamento à risca e fazer de tudo para que a partida decorra nas melhores condições para os jogadores e para o público.
O juiz-árbitro deve também demonstrar paciência face às reações dos jogadores. Mas a principal qualidade de um JA é seguramente a organização. É preciso ser muito bem organizado e concentrado para elaborar o quadro, chamar as duplas no momento certo e garantir o bom desenrolar do torneio.
Aptidões físicas
Apesar de o árbitro dever conhecer o padel na ponta dos dedos, não é obrigado a ter um passado como jogador. Não precisa, portanto, de ter um corpo de atleta. No entanto, é necessário ter olho vivo bem como um bom tempo de reação para ser o mais preciso possível. O objetivo é sempre o mesmo: cometer o menor número possível de erros e garantir o bom desenrolar do jogo.
As formações disponíveis para se tornar árbitro de padel
As formações de árbitros e de juízes-árbitros são disponibilizadas pela FFT bem como pelas ligas inerentes à federação. Estão há pouco tempo disponíveis totalmente online e podem ser realizadas por qualquer pessoa que queira ser árbitro. Uma vez passado este teste, os árbitros são afetos à liga que lhes atribuiu o diploma e só podem exercer nessa liga (região em França). O JA pode, por sua vez, exercer em toda a França. Um JA também pode trabalhar para um único clube se este organizar muitos torneios. Fala-se então de um juiz-árbitro filiado.
ENCONTRA A TUA RAQUETE
COMPARE OS MODELOS



